Montevideo - 4 noites frias e maravilhosas!

A viagem pra Montevideo aconteceu assim, no susto! Tive menos de uma semana pra organizar tudo. Malas, roteiro, dicas, grana e coisa e tal. Mas no fim deu tudo certo e voltamos de lá apaixonados pela cidade, pelos restaurantes, pelas vinícolas, pelas paisagens e pelas pessoas. Nesse post juntei tudo de legal que a gente fez pra servir de guia pra quem resolver passear por lá.

Rambla Gandhi
Chegamos numa quarta fria e nublada de julho de 2013 (uns 10 graus). A chegada no aeroporto foi super tranquila. Corremos pelo Duty Free onde pegamos só umas besteiras pra comer no caminho e só. Deixei pra comprar tudo na volta pois já sabia que a loja maior ficar lá. Isso, se joguem no da volta, mas não esperem muito. O Duty é modesto e não tem MAC. O aeroporto é super novinho, bem organizado e sinalizado. Tem wifi liberada mas nem tentamos usar. Não deu tempo.

Em frente ao hotel. Paisagem linda e com cara de frio! 
Fomos de Van para o Hotel, pagamos a da Taxi Aeropuerto (30 reais por pessoa). Vale a pena, por que elas são super novinhas e a cidade é pequena então você não vai ficar rodando uma ano até chegar ao hotel. Se preferir pegar um táxi o valor gira em torno de 90 reais. O guichê dos caras fica bem na saída a direita depois do raio-x da Polícia Federal.

O hotel My Suites é muito bom e fica em Pocitos (bairro perfeito!!!), tem um Wine Bar de respeito com preços ótimos. A cada duas diárias vocês ganha uma mini degustação de vinhos e azeites bem legal. Os quartos são enormes, até grandes demais pra duas pessoas. Todos tem banheira e a frescura mais legal é que cada andar é dedicado a uma vinícola da região. O nossa era da Marichal  e no quarto eles já te apresentam dois vinhos da marca para beber por lá mesmo ou pra levar pra casa. Coisa de uns 20 reais cada garrafa! Bebemos lá mesmo, claro! Fiz resenha com mais detalhes e fotos do hotel lá no Tripadvisor pra ler na íntegra clique aqui.

O My Suites por dentro. Amei essa parede de vinhos do Wine Bar
Pocitos é recheado de restaurantes bons, muitos mercadinhos, cafés, bancos, cinemas, salões de beleza, feirinhas, casas de câmbio e do lado do Punta Carreta Shopping. O mais novo e bacana de lá.  Demos uma olhada tímida na Rambla (que é a "orla" deles) e como estava um frio absurdo desistimos dela (após algumas fotos com cara de desespero, claro!) e  pegamos a Av 21 de Setiembre que corta Pocitos para passear.

Relevem esse ser descabelado mas o frio do cão na Rambla não permite que você tire a luva pra se arrumar pra foto rsrs. Mas esse céu cor de rosa compensa cada grau de frio.
Trocamos uns pesos, tiramos umas fotos e partimos para o primeiro restaurante do roteiro, o La Pulperia. Infelizmente eu esqueci de ver o horário de funcionamento  e demos com a cara na porta rsrs. Eles só abrem a noite. Mas tudo bem, estávamos bem perto do Shopping e corremos pra matar a fome no La Passiva de lá. A lachonete é famosona e tem de tudo. Comemos um entrecote com salada enorme, indicação do garçon. Estava rolando jogo do Uruguay e ai entendemos por que a rua estava tão vazia rsrs. Eles são tão loucos por futebol quanto nós.


A primeira foto é o Entrecote a segunda e da milanesa dupla com dois pães que o garçon recomendou um outro dia.
O dia seguinte fomos a Bodega Bouza, ela é meio afastada do centro e o táxi nos levou lá por uns 50 reais. A Bouza oferece um transporte com Van mas esquecemos de reservar e acabamos indo por conta própria mesmo. O passeio, o tour e o restaurante também dependem de reserva. Fiz tudo pela internet no site deles. Achamos que seria frescura mas o restaurante realmente enche do nada na hora do almoço. Vale a pena reservar. Tudo lá é lindo, o pessoal super atencioso, a degustação Top é top mesmo. Muito vinho do bom e muitos beliscos pra acompanhar e completar o clima com a vista linda pros vinhedos cheios de Tannat.





O  restaurante é demais. Bem rústico, com uma lareira enorme e no chão a gente toda hora encontra uma janelinha pra uma adega subterrânea digna de filme. Pedimos o prato mais famoso de lá que é o Ojo de bife  (amém!) e não decepcionou. Macio, suculento e exagerado como tudo que comemos por lá.


E sim, isto é uma capivara sendo gentilmente retirada do restaurante. rsrsrsrs
A visita é imperdível, tem que ir, tem que fazer o tour, tem que almoçar por lá, tem que comprar uns vinhos na loja deles. Tudo muito mais barato que no Duty Free. Vale super a pena. Eu voltaria lá várias vezes.


Aproveitamos que ainda era dia e resolvemos visitar o Estádio Centenário. Segundo o Alan que é entendido no assunto futebol, o museu é bem legal e tem muito da história do futebol. Ele achou melhor que o da Bombonera. Eu apenas concordei. rsrsrs


Pegamos uma chuva animal pra voltar pro hotel. Sem contar que pegar um táxi na chuva é tenso em qualquer lugar do mundo. Mas perto do Estádio foi pior. Então concluímos que nesse dia teria sido ótimo alugar um carro. É barato, o trânsito é ok e tudo é mais ou menos fácil de achar. 

A noite fizemos uma nova tentativa e dessa vez conseguimos achar o La Pulperia aberto. O Restaurante é tipo pé sujo (só que limpo), bem familiar e apertadinho. Eles tem mesas do lado de fora mas naquele frio eu nem me arrisquei. Você de cara nota que todo mundo que tá lá se conhece ou pelo menos já se viu por ali antes. A churrasqueira no centro aquece e atraí. A vontade é de provar tudo que tá lá. rsrs Pedimos um salada, umas papas fritas e um entrecort. O garçom que parecia nosso amigo de infância sugeriu um bacio, que é tipo a fraldinha da gente e estava de chorar.

Eu, empacotada mesmo dentro do restaurante por motivos de frio intenso. Ok, depois de comer deu um mini calor. Mini. 
Saímos de lá enfumaçados e saltitantes. A rua cheia de gente entrando e saindo dos restaurantes e bares é um convite pra ficar batendo perna depois de um jantar nada leve desses. O frio atrapalha um pouco mas a vontade de ver tudo é maior que o desconforto.

A próxima parada da passeio tinha que ser o Mercado Del Puerto. Super recomendando pelos amigos que já estiveram por lá, o Mercado é realmente uma delicia. O cheiro da lenha queimando já te encontra lá na esquina. Você não se perde de jeito nenhum. rsrsrs

Fugimos do turistão El Palenque e paramos (depois de uma passeio pelo Mercado todo) no Estancia Del Puerto. Eles estão em vários pontos do local, vc pode ficar no balcão, nas mesas com aquecimento ou lá dentro da parte fechada. A gente ficou no balcão mesmo sentido o calorzinho da brasa. O Estancia é o restaurante dos locais. Você nota que quem para lá é quem come ali todo dia. Além da gente se sentir mais a vontade os preços são mais atrativos. 

Pedimos um contra filé e mais uma porção de outros beliscos na sequencia. 
Bater perna depois do almoço é obrigatório e assim fomos dar uma passeio pelo centro velho. Muito artesanato com couro, muitas bobeiras pra dar de presente e ali coladinha no Mercado tem a loja Indian que é um sonho pra quem curte qualquer coisa indiana. Os preços estavam ok por conta das promoções de fim de inverno. O gatinho da foto acima é de lá. Ele é uma figura rsrs. Não comprei nada, só entramos pra dar uma olhada mesmo. 

A ideia esse dia era pegar o ônibus do city tour da cidade (esse aqui ó) que tem aquele sistema sobe e desce no ponto que você quiser. Mas não rolou pois os horários de partida no inverno são modificados. Então resolvemos fazer um outro, saindo do hotel mesmo, só pra dar aquele conhecida básica.

O horário do Bus muda no inverno. 
Antes de pegar o ônibus do city tomamos um café no Havanna ($$$$$) e depois passamos por dentro da feira enorme que rola em Pocitos nos fins de semana. City tour é meio chato mas eu sempre acho que funciona bem pra conhecer a cidade toda de um vez. Rodamos tudo. O centro, os bairros mais chiques, os jardim incríveis espalhados por todos os lados. Os principais monumentos. As mansões que viraram hotéis. A parada final é na Plaza De La Armada que tem um vista sensacional panorâmica da rambla. O por do sol é lindo e ajuda a encerrar com fotos fantásticas.

Centro histórico, Plaza de la Armada, Pocitos e o Sofitel 
Degustação de vinho e azeites do hotel. O azeite deles é uma coisa de tão bom. Provem!
A noite passamos no shopping pra um lanche rápido e depois fizemos a degustação de vinhos e azeites do hotel. Delicinha. Demos um pulo na rambla pra ver se a gente já estava mais acostumado com o frio. E não, não estávamos. rsrsrs

Ramba Mahatma Gandhi
Último dia dá sempre aquele tristeza de saber que acabou. O sol saiu com tudo e fomos de novo pra Rambla passear e fazer uma fotos onde a gente conseguisse sorrir sem ficar com cara de choro por conta do frio rsrsrs. Conseguimos!! hehehehe

Francis, te amo pra sempre!
Depois partimos pro Francis, a pé mesmo pq o tempo tava muito gostoso, e lá conseguimos entrar de primeira. Um cara com pinta de dono nos atendeu super bem e falou que demos sorte porque era dia dos pais e o restaurante meia hora depois já ficaria lotado. 

A mesa no mezanino estava lá esperando por nós. Peguei um garrafa pequena de Tannat só pra mim e o Alan foi de cerveja.  Eu já tinha comido todas as carnes maravilhosas do mundo então precisava muito de uma coisa mais leve pra encarar 3 horas de vôo. A garçonete, super gente boa, me sugeriu a merluza negra (assim como o povo que deixou resenha no Foursquare) e eu aceitei. O Alan pediu o trio de carne que estava sensacional. Ele ainda ganhou um garrafinha de Chivas por conta do dia dos pais. Deve ter uma foto nossa segurando uma garrafinha dessas em algum site promocional em Montevideo rs.

E sim, eles também são referencia em peixes. Não é só carne que manda no negócio não minha gente. 
Voltamos caminhando satisfeitos, felizes, num clima lindo. Aquele sol entrando pelas folhas das árvores. Aquele cheiro de lenha que parece um pouco diferente  a cada esquina. As famílias rindo alto dentro de cada restaurante charmoso. Já estava dando saudade. Dalí partimos pro aeroporto numa felicidade só. Relembrando tudo de bom que rolou. A calma dos locais, as ruas lindas, o bom humor mesmo com aquele vento frio cortando o rosto, as comidas e os restaurantes perfeitos, foi demais!

Amamos Montevideo num grau que não consigo nem explicar direito. Moraria lá fácil. Voltaremos com certeza. Na próxima vamos no verão e vamos esticar até Punta. E o melhor, voamos com milhas e como o destino não é muito concorrido é fácil de marcar as passagens na última hora. Recomendo muito!

Resumão das dicas: 

-Vá com tempo. O ritmo lá é de calma e a gente quer muito voltar pra curtir tudo no ritmo deles. 
-Troque pesos por lá mesmo. As agências de câmbio tem bons preços. 
-Coma bem. Faça um roteiro gastronômico. Eles são conhecidos e reconhecidos pela gastronomia. Alguns dos melhores restaurantes do mundo e da América Latina estão por lá. O Foursquare é muito utilizado e o Salir e Comer é o guia dos locais. Tem boas resenhas pra você se achar. 
-Alguns restaurantes que estavam na nossa lista e não tivemos chance de visitar: Bar Tabaré, Bar 62, ML Calentitas (fomos na de Punta e é demais), Café del Oro, Pitangueiro, Gardenia, Burlesque, Locos de Asar, Rara Avis, La Perdiz, Asia de Cuba.   
-Fique em Pocitos ou em Punta Carretas. É tipo ficar em Ipanema e Leblon. A noite tem tudo pertinho e a vizinhança é uma delícia. Fizemos tudo a noite a pé.
-Compre vinhos. No hotel, nos mercados, na vinícolas. Os preços são tentadores e muito mais interessantes que o do Free Shop. Traga o Tannat pra casa. É obrigatório. 
-Passeie na Rambla quantas vezes vocês puder. 
-Não deixe de visitar o Mercado e a Bodega Bouza. Se tiver tempo, tente conhecer outras vinícolas. O My Suites tem passeios pra algumas delas.   
-Visite as feiras no fim de semana em Pocitos. No meio daquela bagunça toda tem muito achado. Tipo peças de couro lindas por preços amigos. Leve dinheiro. 
- Quem tiver mais dicas favor compartilhar nos comentários. 
 -E quando for pra lá, chame a gente! Estamos arrumando uma desculpa pra volta logo. hahahhaa.